Não

E amanhã estou levantando voo. Vou lá ver o que tem atrás da porta número 1, se o que eu vi em você ainda é real.

Ou não.

Engraçado como três letrinhas juntas – NÃO – estão me deixando sem dormir, me fazendo comer carboidratos para evitar matar um e ficar com frio na barriga enquanto termino a mala cheia de blusa de lã em fevereiro. Será que os cínicos estavam certos e não existe essa coisa de amor? Será que vai ser sempre essa confusão, essa montanha russa, até que a gente cansa, casa, procria e termina a vida com alguém com quem a gente nem quer rir mais? Me recuso a acreditar, a me deixar levar, mas pela primeira vez estou com medo de ser só mais uma idiota.

Só quero um amor parceiro, amigo, real e concreto. E pensei mesmo que era em você que eu ia achar, tão parecido comigo e com os contrastes certos e suportáveis, engraçados até. Pela primeira vez na vida eu achei que existia um cara certo. Aí o cara certo foi lá e melecou tudo, me fez chorar e ter que tomar remédio pra dormir. E nem com raiva consegui ficar, logo eu, um poço de ira. E depois veio bagunçar tudo de novo e me deixar assim, com palpitação.

O pior? Perdoar eu já perdoei, entendi até, agora resta saber se consegui superar.

Será?

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